O mês de maio é o mês que a Igreja dedica a Nossa Senhora, no qual os fiéis veneram a Mãe de Deus com ainda maior confiança. Providencialmente, como diz o título do texto, Deus, romântico como é, destinou o primeiro dia do mês mariano a São José.

No título de São José Operário, pai adotivo de Jesus, provedor e protetor da Sagrada Família e esposo de Nossa Senhora. Mas você sabe como se deu esse casamento?
Primeiramente, é necessário entender como era o funcionamento do casamento Judaico.
O casamento judaico era dividido em dois estágios. O consentimento, que é a etapa que se assinava o contrato matrimonial, e a ALIANÇA NUPCIAL era entregue à mulher. Esse período de preparação, que poderia durar até um ano, era muito superior ao compromisso de noivado que temos nos tempos atuais, em que o noivado se tornou uma promessa de casamento. Naquela época, se o noivo morresse, a noiva era considerada viúva e durante esse período, o casal continuava a viver separadamente, a fim de se preparar para a vida que teriam.
A segunda etapa, era a cerimônia, em que o noivo seguia em PROCISSÃO até a casa da noiva, em seguida, ambos seguiam juntos em procissão para a casa que construiram, onde acontecia o desfecho da cerimônia, a CONSUMAÇÃO.
Deus com toda a sua providência e pedagogia, assim como todo antigo testamento era uma prefiguração daquilo que se concretiza em Jesus, com a nova e eterna aliança. Traz no matrimônio judaico essa característica de preparar o mundo para entender os estágios do casamento de Seu próprio Filho com a Igreja.
A aliança nupcial representa a Antiga Aliança de Deus com seu povo, a procissão dos noivos, é a entrada de Jesus em Jerusalém no domingo de Ramos, e a Cruz é a consumação do matrimônio.
OS ESPONSAIS DE SÃO JOSÉ E DA VIRGEM MARIA
“Maria, estava DESPOSADA com José. Antes de COABITAREM, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.” (Mt 1, 18)

Outra razão providencial da “liturgia” matrimonial da época, é a garantia da legitimidade da filiação de Jesus a Nossa Senhora. Maria estava DESPOSADA com José cumprindo a primeira etapa do matrimônio, quando ela aceitou o convite divino de ser a Mãe de Deus. Mas como Ele foi concebido antes de José e Maria COABITAREM (não moravam juntos), a profecia de Isaías “Uma virgem conceberá” (Is 7, 14) também foi garantida.
Segundo uma tradição antiga, Nossa Senhora ficou órfã desde muito cedo, porque Sant’Ana e São Joaquim a conceberam na velhice. Desse modo, a Bem-aventurada Virgem Maria, foi apresentada no templo com 3 anos de idade e ali viveu até os quatorze anos.
Nesse período, Nossa Senhora havia feito um voto de virgindade. Mas como naquela época, não havia a possibilidade do celibato, guardou esse segredo em seu coração.
Segundo uma visão mística, da Venerável Maria de Ágreda, uma grande quantidade de pretendentes estava disputando a mão da Virgem Maria. Quando Simeão, o sumo sacerdote, deu a cada um dos homens um bastão seco, para que pudesse escolher entre os pretendentes, o que deveria vir a desposá-la. Enquanto eles rezavam, o bastão de São José floresceu milagrosamente.
Depois do casamento, Maria revela a José o desejo de consagrar sua virgindade totalmente a Deus, e pela graça da providência, José também tinha secretamente esse grande desejo em seu coração. Deus romântico como É, possibilitou ao Santo casal a viver a virgindade em uma época que isso lhes parecia impossível.
A consumação carnal, é símbolo da consumação espiritual, que aponta para uma união maior, que é a união do Divino Esposo com a sua Igreja, que somos nós. Maria e José não tinham necessidade da consumação carnal, pois a consumação do seu amor, estava em Jesus.
Podemos tirar infinitos ensinamentos do casamento mais belo que existiu, mas um ponto muito importante, é que a Virgem Maria e o Castíssimo José, colocaram Jesus, como ápice de suas vidas. Em primeiro Jesus, depois o cônjuge e um deve levar o outro, a uma união cada vez mais perfeita com o nosso Divino Esposo. Que possamos em nossas relações ter sempre essa primícia!
Comunidade Católica Divino Esposo