Olá irmãos! Salve Maria!
Com a graça de Deus, por mais um ano celebramos a solenidade de Corpus Christi.
De fato, o amor de Deus por nós não é inexplicável, mas uma das provas que Ele verdadeiramente nos ama está no Santíssimo Sacramento. Ali Ele está em corpo, sangue, alma e divindade. Somente Deus para demonstrar a humanidade tamanha disposição para estar conosco!
Jesus instituiu a Eucaristia ao celebrar a última ceia com seus apóstolos e, no partir o pão, se dirige a eles dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim.” (Lc 22, 19) Sabia que nós precisaríamos de auxílio, de sua força para nos sustentar em todos os momentos. Ele quis instituir a Eucaristia, para assim poder renovar seu sacrifício salvífico até o fim dos tempos; para que o nosso louvor ao Pai se una ao dEle, pelo Espírito Santo e para que permaneçamos em comunhão fraterna.
Ele deu seu corpo e seu sangue no madeiro da Cruz de maneira completa, mas nos deixou o dom da Eucaristia, para que a cada comunhão possamos tê-Lo dentro de nós e sermos então moldados pelo próprio Deus que vem habitar nossos corações. Por isso, é necessária uma festa especial, sim!
E foi exatamente esse o pedido de Jesus a uma freira, chamada Juliana de MontCornillon, da Bélgica, que partilhou esse desejo ao arcediago de sua diocese, ele que mais tarde se tornaria o Papa Urbano IV. A ela, Jesus pedia que uma festa fosse celebrada para que nesse dia, os fiéis voltassem seus corações para ama-Lo, para adora-Lo e para que pudéssemos repara-Lo de todas as ofensas e injúrias que sofre.
E esse é o lugar o qual somos chamados a viver, como almas esposas, nossos corações devem estar cheios do desejo de amar a Deus e oferecer sacrifícios em reparação ao seu Sagrado Coração. É contemplando a Jesus que reconhecemos quem nós somos, que percebemos o quanto somos miseráveis e que por muitas vezes, somos nós mesmos as almas que o fazem sofrer. Mas também é diante dEle que aprendemos a amar!
Contemporaneamente à Santa Juliana; em Bolsena, na Itália, em uma missa quando o Padre que presidia ergueu a hóstia consagrada, a mesma começou a derramar sangue sobre o corporal. Essa hóstia foi levada ao Papa Urbano IV em procissão, que ao vê-la, proclamou: “Corpus Christi”. Este foi o sinal que teve como confirmação dos pedidos de Jesus à freira. Logo percebeu que era a hora de ser decretada essa Solenidade para a Igreja. No dia 11 de agosto de 1264, foi publicada a Bula “Transiturus de Mundo” declarando a festa de Corpus Christi e para celebramos dignamente a Santa Eucaristia, como Jesus havia pedido.

Um dos momentos vividos neste dia é a famosa procissão de Corpus Christi, que em alguns lugares mantém-se a tradição de enfeitar as ruas com tapetes desenhados, sendo uma forma de embelezar ainda mais nossa celebração. A procissão existe na Igreja como uma forma do povo louvar e glorificar a Deus pelos sinais da nossa fé. E não é diferente nessa solenidade, saímos com o Corpo de Cristo pelas ruas louvando a Deus pela graça de termos sua presença real em nosso meio e isso se torna uma graça ainda maior, pois nesse momento Jesus visita também aqueles que estão longe dEle.
A Eucaristia é o próprio Cristo que se oferta pelos séculos a nós em cada Santa Missa e que vem alimentar o mais íntimo de nossas almas, é a maior riqueza da Igreja, sua Esposa. E nessa declaração, o Papa nos diz: “O Salvador foi dado como alimento; quis que, da mesma forma que o homem fosse sepultado em ruínas pelo fruto proibido, voltaria a viver por um alimento abençoado; o homem que caiu pelo fruto da árvore da morte, é ressuscitado pelo pão da vida”.
A palavra Eucaristia significa “ação de graças” e diariamente somos chamados a render graças à Deus diante tudo o que Ele nos dá, mas sobretudo pelo que Ele é. É pela Eucaristia que nos unimos mais perfeitamente a Deus, Ela é “fonte e ápice da vida cristã” então tudo o que há na igreja, passa e se une a Ela.
Acredito que isso basta: se dissemos que não há vida fora de Jesus, estamos afirmando que não há vida fora da Eucaristia! Somos um povo agraciado por termos Jesus conosco. Nosso coração deve sair de cada Santa Missa em êxtase por ser alcançado pelo nosso Salvador.
E podemos contemplar concretamente essa graça, de depender inteiramente da Eucaristia, através da vida de alguns santos, como a Beata Alexandrina de Balasar, que viveu os últimos 13 anos de sua vida alimentada apenas pelo Corpo de Cristo, nos ensinando que Jesus é o verdadeiro sustento e alimento de nossas vidas.
Sei que, por vezes, nossa fé vacila e te digo que é nessas horas que nosso coração mais necessita da força de Cristo. Busque a confissão e se prepare para bem receber o Esposo, abra seu coração para ser alcançado por Deus, diga a Ele suas fraquezas e proclame que confia nEle.
Jesus Eucarístico vem a nós para nos tornar como Ele: santos!
Que esse Corpus Christi seja diferente em sua vida e que hoje seu coração seja renovado na certeza de que Jesus está contigo e aguarda ansiosamente sua visita aos tabernáculos.
Divino Esposo, que é a Eucaristia, nós te amamos!
Larissa Guerreiro
Consagrada na Comunidade Católica Divino Esposo