Nós sabemos que a quaresma é tempo propício de conversão, de olharmos para nosso interior e ver em nossa miséria a misericórdia de Deus para conosco. Quantos não são os relatos de vidas completamente transformadas após o encontro com a misericórdia Divina?… E você, como está sua vida? Temos um testemunho de conversão especial para você hoje:
Olá, meu nome é Leonardo dos Santos Virgulino e essa é minha história!
Desde pequeno, tinha um sonho de ajudar as pessoas. Vivia em hospitais por conta de minha imunidade, que era bem baixa, qualquer espirro aleatório perto de mim me fazia contrair alguma patologia para ser internado. Eu me recordo que uma vez tive uma intoxicação alimentar severa e uma enfermeira, muito brava, tentava pegar as minhas veias com uma violência muito grande! Meu pai ficava muito bravo com a atitude desta enfermeira e sofreu comigo aquelas 7 picadas que levei. Quando o vi chorar, eu sabia que eu deveria ser forte como ele, então mordi a língua e aguentei, mas, ainda assim, ela não conseguiu e não passou a bola pra outra pessoa tentar. Hoje, eu posso entender que os sofrimentos que passei em hospitais eram precisos, para eu me tornar o que eu sou hoje…
Neste dia, na enfermaria, um menino chegou lá, com um topete muito maneiro, que nem o do Elvis, e aquele cara teve a delicadeza de me furar sem eu sentir nenhuma dor e ainda me fazer dar risada.
Após isso, eu fui crescendo. Sempre curti aquele rock, do clássico ao mais ruim e perturbador Death-Core, aquelas músicas que, muitas vezes, tinham vínculos e letras sobre satanismos, que iriam causar um grande dano na minha vida.
Na escola, eu era motivo de risadas dos meus amigos, pois além de muito magrelo, nasci com uma deformação na caixa torácica chamada “Pectrus Escavatum”; (meu peito é para dentro até hoje) era conhecido como “peito fundo”, “peito de saboneteira”, ou “Sr. Medonho”.
O meu cabelo realmente era horrível, grande, para imitar os vocalistas das bandas emos, então eu era muito zoado. Houve uma vez, que eu me lembro perfeitamente, alguns garotos mais velhos me jogaram em uma sala e me zoaram tanto, me bateram, e falaram: “Você nunca vai ser bonito”… “Você sempre vai ser um lixo!”… “Você nunca vai deixar de ser o ‘peito fundo”… “Você nunca vai ser amado”. “Você nunca vai ser amado”… foi a coisa que mais doeu, minha mãe e meu pai jamais souberam desse dia, e eu nunca contei isso a ninguém por ter vergonha, mas hoje, em uma pregação do meu amado padre Léo, pude enxergar que devemos entregar a verdade a Jesus, e aqui estou, esse é o Leonardo fragilizado, o verdadeiro, que se esconde, muitas vezes nas máscaras perturbadoras do “eu estou muito bem”…
Muitos anos se passaram, e chegou o colegial. Foram os 3 anos em que eu não me reconhecia mais como filho de Deus, eu era um cara que acreditava apenas em fins cientistas, teoria do big bang e Darwinismo. No segundo ano do colegial, depois de ter tido uma briga muito feia com os meus pais, eu experimentei a maconha na casa de uns amigos… E, cara, como aquilo era bom, eu não precisava pensar em nada além da minha brisa passageira e comecei a beber qualquer coisa para ficar louco… Nesse tempo, eu tinha cortado o cabelo, me arrumado um pouco mais, e machuquei muitas meninas com o estilo bad boy, que não amava ninguém. No terceiro colegial, eu conheci a cocaína com meus amigos da pesada. Foi quando comecei a namorar, e, através desse namoro, fiz um encontro chamado EJC (Encontro de Jovens com Cristo); aquilo foi ótimo, eu conheci o nome de Jesus, mas eu ainda continuei na mesma vida, mas escondido.
O tempo passa e as marcas ficam gravadas… Eu precisava de uma profissão, e em que eu mais pensava? Enfermagem!!! Comecei meu curso de auxiliar em 2015, e aí chegou a parte do descontrole: era bar atrás de bar, esquina atrás de esquina, e para completar um vazio, bebia, me drogava, e depois, entrava para aula. Deus me ajudou muito ali, por que ainda assim eu consegui me formar.
Nesse meio tempo, teve um encontro chamado Kairós Resgate (da Comunidade Divino Esposo) que foi maravilhoso! Eu sai dali e até parei umas semanas com a droga, mas depois voltei bem mais louco.
Um belo dia, era um sábado, eu chapei tanto de cachaça, que eu caí no sofá da minha tia e, sem perceber, fui parar em casa. Acordei assustado, cheirando a cachaça. Eram 6 horas da tarde: a hora da Mãezinha! Tinha visto aqueles caras engraçados do “Resgate” falando de uma tal Festa da Misericórdia, e a Virgem Maria me veio ao meu pensamento e comecei a cantar, como minha mãe fazia quando eu estava com medo do escuro: “Mãezinha do céu, eu não sei rezar…”
Tomei um belo banho e um suco e fui naquele encontro. Chegando lá, uma pessoa chamada Carol, disse que Deus me chamava ao novo, e que meu sim era necessário… eu fiquei tipo: Oi???!!!
Foi quando conheci o Anderson Dias. Ele veio rezar por mim e me acolher. Ele não lembra, mas me disse que eu era uma promessa… Ele foi o presente que Jesus me deu quando eu mais necessitava, e naquela oração em línguas, eu fiz um compromisso: “Deus, eu não vou mais cheirar e fumar, e vou tentar não beber”. Quando abri os olhos, vi aquele cara chorando, ali, eu senti o cheiro, o carinho de Jesus, a primeira vez, de verdade, na minha vida. Depois, peguei o número dele, e ele iria se tornar um dos meus melhores amigos.
Através dessa experiência com Deus naquele dia, o meu sim foi o começo de uma caminhada na vida de oração, foi um tempo de guerra contra o meu pior inimigo: eu mesmo. Fui começando a entender o que Deus queria de mim, Ele me mostrou a imagem de um ringue onde meu adversário era eu mesmo: as minhas vontades contra a decisão de ser inteiramente de Deus.
Assim, entrei para o vocacional da Comunidade Divino Esposo… Fui percebendo que Deus me chamava para cuidar não só dos corpos, mas também das almas que se perdiam, assim como eu estava perdido um dia e fui resgatado.
Hoje eu posso dizer que eu mudei, comecei a ir à missa sempre, me confessar regularmente, amar as pessoas ao meu redor e entender por que eu nasci…
Eu queria ser aceito, ser amado… e descobri o meu maior tesouro: Deus me ama como eu sou!
Um dia, no estágio, um paciente me disse uma coisa, que eu carrego para minha vida: “Leonardo, eu vejo Jesus cuidando de mim através de você. Cuida das pessoas que te amam, por que você é muito amado!”
Hoje sou um leigo consagrado e o peso da minha cruz é gigante, mas não é nem 0,0000000001 % do peso que Jesus carregou… Rezo pela vida daquelas pessoas que fizeram mal e hoje sei que sou filho de Deus, alma esposa de Jesus Cristo, que me tirou das drogas, da depressão, das minhas crises compulsivas de ansiedade… eu sou mais que um vencedor, graças Aquele que me amou!
O tempo da conversão é agora! Decida-se a seguir Jesus hoje você também! O prêmio é o Céu…
Nossa Senhora, Mãe do Céu, rogai por nós!
Leonardo Virgulino
Consagrado da Comunidade Católica Divino Esposo
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