São José, mestre da vida interior

Salve Maria! Hoje, celebramos a solenidade do glorioso São José, pai nutrício de Nosso Senhor Jesus Cristo, Esposo da Santíssima Virgem Maria e Patrono da Santa Igreja. Sua memória nos recorda a grandeza de sua vocação e, consequentemente, a beleza de sua fidelidade em cumprir com perfeição a Doce Vontade do Pai. No glorioso patriarca, encontramos o modelo acabado de um homem que deve ser imitado por todos nós, sobretudo por aqueles que aspiram a uma vida de união com Jesus, nosso Divino Esposo. Santa Teresa de Jesus, reformadora do Carmelo e grande propagadora de sua devoção, ensinou-nos que ele é um grande mestre de vida interior: “Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho”. Livro da vida, 6. Diante de tal afirmação de nossa santa madre, poderíamos nos questionar: “como São José é mestre de vida interior, se ele não disse nada, não nos deixou nenhum escrito?”. Ora, a resposta é muito objetiva, afinal, o grande ensinamento que temos vem de seu exemplo. Ao contemplarmos o glorioso patriarca, vemos diante de nós a verdadeira imagem de um homem que viveu em profunda união com Deus, de modo que esteve sempre numa perfeita ordem interior e exterior. Diante da extrema angústia que sofreu ao saber da gravidez divinal de sua esposa, não fez nenhum movimento que lhe favorecesse; antes, decidiu tomar sobre si a culpa de a abandonar. No entanto, o Anjo lhe aparece em sonho, indica-lhe o caminho a seguir e, sem questionar, acolhe os desígnios do Altíssimo e se faz, com Maria, escravo de Sua vontade. Nas Escrituras encontramos pouquíssimas palavras a respeito do glorioso patriarca, e, dessas, a mais luminosa é a que o define como “homem justo” (cf. Mt 1, 19). Sua virtude não veio após o nascimento de Seu Divino Filho, mas já era resplandecente desde antes. Aquele que poderia se vangloriar de ter sido escolhido se ocultou e viveu na simplicidade e humildade da Sagrada Família; como esposo, dedicou-se à sua esposa, foi-lhe fortaleza e sustento; para seu Filho, foi modelo e proteção. O grande sinal de alguém que possui vida interior é que ela possui ordem no seu modo de agir e viver, pois a vida de oração nos conforma pouco a pouco ao Senhor e, naturalmente, adquirimos essa ordem que é tão característica em nosso pai espiritual. No entanto, quando olhamos para nós, deparamo-nos com um dilema, pois vivemos num tempo em que somos lançados de um lado para o outro, agitados pelos barulhos e distrações do mundo; a vida interior se torna quase uma utopia para a maioria de nós. Não conseguimos nos concentrar nem por alguns instantes e vamos, pouco a pouco, vivendo uma vida desordenada em todos os aspectos. Sendo assim, precisamos de alguém que nos inspire e nos ajude, com a força de sua intercessão, a dar passos numa busca de interioridade, para que haja ordem em nós. Como dissemos acima, esse modelo e senhor é São José! Seu exemplo nos ilumina e ajuda-nos a compreender que a verdadeira alegria não está nas coisas, mas nessa vida escondida, profunda e real que existe no interior de nossas almas e que nos chama à amizade. No batismo, fomos habitados pela Santíssima Trindade e podemos, com alegria, dizer, junto com Santa Elisabete da Trindade, outra grande devota de São José: “o Céu é Deus e na minh’alma Ele está”. E que bonito podermos proclamar essa verdade! Afinal, é real: Ele vive em nós. Portanto, qual esforço não devemos fazer para entrarmos dentro de nós mesmos, para aí nos encontrarmos com Ele e nos deixarmos ser amados e amar… O Caminho é Jesus; é por Sua humanidade que temos acesso à Santíssima Trindade. Afinal, Ele é a segunda Pessoa, o Verbo encarnado, que, tomando nossa carne, nos elevou e nos abriu as portas do Céu, que não é um lugar com árvores, flores, anjinhos cantando, como temos em nosso imaginário, mas o próprio Deus, que é certamente muito mais Belo do que tudo o que já tenhamos imaginado. A vida interior consiste em amar Jesus, deixarmo-nos ser amados por Ele e progredirmos na Sua imitação, fazendo com que, a cada dia, sejamos mais parecidos e nos tornemos um só, de modo que possamos dizer: “vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim” (cf. Gal 2, 20). Assim viveu São José, que não esteve um instante sequer disperso do Senhor. Seu castíssimo coração sempre estava voltado ao Seu Divino Filho, tal qual um girassol voltado ao Sol. Com que amor e elevação o glorioso patrono contemplava cada gesto do Esposo de nossas almas… Imaginemos como não era, para ele, ouvir seu Filho falar, sorrir, trabalhar etc. Para que cresçamos na intimidade, precisamos fazer o mesmo: contemplar, meditar e considerar a humanidade de Cristo; pensar na Sua infância, como foram seus primeiros passinhos, como foi a primeira “papinha” que Ele comeu, ou ainda avançar em sua adolescência, juventude e Sua gloriosa vida pública. Essa meditação, meus irmãos, é como um fogo que inflama nossas almas de amor, consome o que há de mal e gera os bons propósitos de virtude. Na providência de celebrarmos nosso pai espiritual em meio à Quaresma, tempo propício de aprofundamento de nossa vida interior, recorramos ao seu patrocínio, a fim de que ele nos ensine a caminhar no amor ao Seu Divino Filho e, assim, nos deixarmos transformar por Ele, de modo que, ao fim de nossos dias nesta terra, possamos encontrá-Lo e juntos cantarmos eternamente as misericórdias do Senhor, que nos pequenos fez maravilhas. São José, Mestre da vida interior, rogai por nós que recorremos a vós! Em Jesus, Maria e José, Johnantan M. Neves, DEFundador e moderador geral da Comunidade Católica Divino Esposo

Dicas para bem confessar!

Com a graça de Deus, estamos vivendo um tempo muito importante na igreja, que é o tempo da quaresma. Um momento marcado por muitos jejuns, orações e penitências, e tem como objetivo nos levar à verdadeira conversão. E para bem viver esse tempo na intimidade com Cristo, podemos ainda procurar com mais frequência as confissões, porém os senhores sabem como se confessar? Ou ainda, sabem qual o objetivo da confissão? “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão.” (CIC 1422) Papa Francisco durante confissão no Vaticano /Foto: Vandeville Eric/ABACA via Reuters Ouvimos falar de Sacramento da Conversão, da Penitência, da Confissão, do Perdão, e até mesmo da Reconciliação, porém qual o nome correto? Bom, todos estão corretos, mas é mais comum o uso do termo Confissão, porque através do ato de confessar os seus pecados perante o sacerdote, encontramos a misericórdia de Deus, que muito se derrama neste momento. Ao chamarmos de Sacramento da Conversão, revelamos que é através desse Sacramento que apelamos a Jesus por nossa conversão, e a graça de voltarmos à casa do Pai. Assim como ao chamar de Penitência, vemos ser constituída uma caminhada de constantes mudanças de hábitos através do arrependimento dos pecados cometidos. Chama-se Sacramento do Perdão pela absolvição do sacerdote de todos os nossos pecados. E por último, Reconciliação, pela reconciliação do homem com Deus e toda Igreja. A partir do momento que pecamos, cortamos o laço que temos quando estamos em estado de graça e nos apartamos de Deus. Mas é através deste Sacramento que reconhecemos nossas ofensas a Ele, pedimos desculpas, e Ele sempre com todo amor que tem por nós, nos aceita de volta. “Deus é maior que nosso pecado e seu amor é um oceano em que podemos mergulhar” Papa Francisco Vimos acima, qual o objetivo da confissão que é a nossa reconciliação com Cristo, e agora veremos como bem nos confessarmos. Para isso o primeiro passo é entender o que é estado de graça, pecado mortal e pecado venial. Estado de graça:  é viver em amizade com Deus, “é uma participação na vida de Deus, introduz-nos na intimidade da vida trinitária” (CIC 1997) Pecado mortal: é um pecado grave, que nos tira totalmente nosso estado de graça, e que exige três condições simultâneas, sendo elas, a falta contra os Mandamentos de Deus, que o pecado seja cometido com total consciência e de propósito deliberado. “O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infracção grave à Lei de Deus. Desvia o homem de Deus, que é o seu último fim, a sua bem-aventurança, preferindo-Lhe um bem inferior.” (CIC 1855) Pecado venial: é pecado de matéria leve, que enfraquece nossa aliança com Deus, mas não a rompe como os pecados mortais, porém a prática constante desses pecados sem o arrependimento, nos leva pouco a pouco a cometermos um pecado grave. “Comete-se um pecado venial quando, em matéria leve, não se observa a medida prescrita pela lei moral ou quando, em matéria grave, se desobedece à lei moral, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento.” (CIC 1862) E para bem confessarmos, é necessário fazer um bom exame de consciência. Existem dois tipos de exames de consciência um superficial, onde nos preocupamos apenas com o ato propriamente dito; e o profundo, onde mergulhamos nos mistérios do nosso coração, e ali reparamos nos nossos hábitos e vícios que nos levam a pecar, é ali que reconhecemos nossas misérias, nossas falhas, meu verdadeiro eu, e temos a chance de colocar tudo isso pra fora no momento da confissão, esse é o verdadeiro “rasgar-se diante de Deus”. Somente podemos chegar no nosso íntimo, guiados pelo Santo Espírito, que conhece verdadeiramente todos os nossos pensamentos, potencialidades, bons e maus hábitos, sem máscaras, sem fingimentos! Então sempre que iniciarmos um exame de consciência, precisamos pedir o auxílio do Espírito Santo, para que ele nos guie nos caminhos do nosso coração nos mostrando até mesmo aquilo que não lembramos mais. Depois, anote tudo e se dirija a um sacerdote e ponha tudo diante dele. Sem medo ou vergonha, muito pelo contrário em todos os momentos de confissão, vá sempre com o coração contrito e esperançoso da misericórdia de Deus em sua vida. “Toma, Senhor, em Tuas mãos, minhas misérias, minhas faltas, meus graves pecados, eu reconheço que não sou nada sem Ti, mas com Tua misericórdia e Tua graça, meu nada se transformará em tudo.” E confiante nisso, meus irmãos, te convido a ainda nessa semana, sentar-se dez, ou quinze minutos e pedir a Deus a graça de se reconhecer pecador, fazer um exame de consciência como nunca feito antes,  derramar-se numa verdadeira confissão e caminhar com Jesus rumo a uma nova vida. Que a Virgem Maria e São José nos guie, nos guarde em santidade, amém! Lucas José de Sousa Consagrado na Comunidade Católica Divino Esposo Referências bibliográficas: Catecismo da Igreja Católica.

O que é o jejum?

Salve Maria, Você sabe o que de fato é o jejum? Sabe como bem vivê-lo? Conhece o que diz a Igreja a respeito disso? Se em seu coração ainda existem dúvidas quanto a isso, este texto foi feito especialmente para você! Hoje tentaremos esclarecer alguns dos questionamentos que temos quanto a esse precioso tema. Jejum é passar um determinado período de tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento ou ingerí-lo em menor quantidade e é também, segundo a Igreja, uma das formas de penitência (CIC 1434). Sendo assim, existem diversas maneiras de se viver o jejum, dentre elas temos: O jejum, segundo o Código de Direito Canônico (1249-1252), é obrigatório a todo católico dos 18 aos 59 anos de idade na quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, dias em que a Igreja de forma muito particular é convidada a viver a penitência e unir-se aos sofrimentos de Jesus Cristo. Deve-se observar que o jejum é o quarto mandamento da Igreja: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”(CIC 2043) ou seja, estar em desacordo com este mandamento é colocar-se em pecado mortal. Essa prática é também recomendada durante a quaresma, onde somos chamados a praticar a penitência de modo mais intenso, em memória do período de tentação de Jesus no deserto e na preparação para a Páscoa. Vale a pena lembrar que jejum é diferente de abstinência. A abstinência é retirar um alimento específico durante um período de tempo. Na Igreja, vivida por meio da retirada da carne, ao qual também faz parte do quarto mandamento da Igreja, ou seja, deve-se ser vivida também na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão, sendo ela também prescrita em todas as sextas-feiras do ano, exceto em solenidades. Originalmente, a abstinência é vivida por pessoas a partir dos 14 anos, por meio da retirada de todo o tipo de carne, exceto peixes e frutos do mar, porém visto a realidade de muitos, em alguns lugares como o Brasil, ela pode ser substituída por algum outro tipo de alimento que te faça gosto, obras de caridade e a meditação da Paixão de acordo com o que aprova a Conferência Episcopal do lugar (Cân. 1253). Mas, por que jejuar? Nos dias de hoje, em que o nosso prazer e a nossa felicidade é o que se deve levar em conta, se submeter ao jejum parece ser loucura. Porém, nós católicos, vemos no jejum um meio de nos aproximarmos cada vez mais do Senhor e de nossos irmãos. “O jejum coloca o nosso corpo em ‘um estado de necessidade, de desejo’ e se nosso corpo está nesse estado, é mais fácil que nossas almas estejam nessa mesma condição. Lembra-nos de que não somos autossuficientes. Com nossa fome de comida fica mais fácil recordar nossa fome de Deus”. Paiva, p.20 Ao jejuarmos unimo-nos a Jesus, que ao passar 40 dias jejuando no deserto, santificou o jejum e nos deu um caminho a ser seguido para vencermos nossos pecados e tentações. Pelo jejum, somos capazes de interceder pelos nossos irmãos, pois podemos oferecê-lo não somente em reparação aos nossos pecados, mas aos de todo o mundo. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso, porque tu és um filho de Deus e o Senhor ama-te muito e revelou-te estas coisas” (Papa Francisco, 2018). De modo muito particular, o jejum serve a nós como penitência interior, ele nos ajuda a controlar nossas paixões e vícios e nos leva à conversão do coração, que é o fim último de todas as penitências. (CIC 1430) Na prática do jejum, é importante não esquecermos que ele deve ser feito acompanhado de um profundo espírito de oração e de grande humildade, de nada vale mortificar a carne se não permitirmos que a mudança interior aconteça. É necessário possuir reta intenção ao se jejuar, pois o jejum não pode ser para nós um motivo de orgulho. Não podemos nos achar melhores do que os outros por praticá-lo, correndo o risco de fazer crescer nossa soberba e muito menos devemos murmurar ou alertar aos outros sobre nosso jejum: “tu porém quando jejuares, perfuma a cabeça e lava teu rosto, para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está em segredo” (Mt 6,17). Como então viver bem o jejum? Em primeiro lugar, como já foi dito, devemos ter em nosso coração a reta intenção de vivê-lo, não por meras aparências, mas por desejarmos nos unir mais perfeitamente a Cristo, por amor! “Se não podes fazer o jejum total, aquele que faz sentir a fome até aos ossos, pelo menos faz o jejum humilde, mas verdadeiro.” (Papa Francisco, 2018). Pode-se escolher qualquer um dos jejuns apresentados, de acordo com suas condições, sempre lembrando que também é nosso dever cuidar de nossa saúde, por isso tome cuidado para não se prejudicar. Ao realizar o jejum não se esqueça de oferecê-lo ao Senhor por meio da oração, a Comunidade costuma rezar assim: “Senhor, ofereço esse jejum por amor a Ti, pela conversão dos pobres pecadores e em reparação aos pecados cometidos contra o Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria” (Santa Jacinta Marto). O jejum não substitui a abstinência, portanto, em dias prescritos para se viver os dois, como a quarta de Cinzas e a Sexta-feira Santa, devemos realizar ambos! A quaresma e o advento são os tempos mais propícios para realizarmos jejuns, mas nada nos impede de vivê-los durante mais vezes ao ano. Ao falar sobre quaresma aos fiéis, o Papa Leão XIV diz: “[…] o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os ‘apetites’, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.” Mensagem do Papa para a Quaresma 2026 Ao jejuarmos devemos ter em nosso coração o desejo de viver a Palavra de Deus, e reconhecer

Novena de Natal – “Na escola dos santos aprendemos a amar Jesus e fazê-Lo amado”

Primeiro dia – Unidos a São Francisco de Assis Intenção: Pelos pobres e esquecidos Leitura Bíblica: Isaías 9, 1-5 Meditação “Ó admirável alteza e estupenda condescendência! Ó humildade sublime! Ó sublimidade humilde, pois o Senhor do Universo, Deus e Filho de Deus, de tal maneira se humilha que, por nossa salvação, se esconde sob uma pequena forma de pão! Vede, irmãos, a humildade de Deus e derramai diante dele os vossos corações (Sl 61,9); humilhai-vos também vós, para serdes exaltados por Ele (cfr. 1Pd 5,6; Tg 4,10).  Por isso não retenhais nada de vós para vós mesmos, para que vos receba inteiros aquele que a vós se dá inteiro. (Carta a toda a Ordem) Oração:Senhor Jesus, que no mistério do Natal Vos fizestes pobre, deitado na humildade de uma manjedoura, e que no sacramento da Eucaristia continuais a Vos entregar sob as aparências simples do pão, concedei-nos um coração livre e desapegado das riquezas deste mundo, capaz de reconhecer-Vos na pequenez, na simplicidade e no irmão necessitado. Pela intercessão de São Francisco de Assis, que Vos contemplou pobre em Belém e oculto na Eucaristia, dai-nos amar a pobreza evangélica, viver na confiança filial em Vossa Providência e traduzir esse amor em verdadeira solidariedade e caridade fraterna. Amém! Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.V./ O Verbo se fez carne.R./ E habitou entre nós. (Oração final para todos os dias, no fim do texto) Segundo dia – Unidos a São Josemaría Escrivá Intenção: Para que em nossa vida cotidiana, imitemos o Menino Jesus Leitura Bíblica: João 1, 1-5; 14 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. […] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. Meditação “Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras, que nos mostram o Senhor tão humilhado, recordam-me que Deus nos chama, que o Onipotente quis apresentar-se desvalido, quis necessitar dos homens. Da gruta de Belém, Cristo diz a mim e a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de doação, de trabalho, de alegria. Não conseguiremos jamais o verdadeiro bom humor, se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele. Insistirei de novo: vemos onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora de nossas vidas só se produzirá se houver humildade, se deixarmos de pensar em nós mesmos e sentirmos a responsabilidade de ajudar os outros”. (n.18, É Cristo que passa) Oração:Ó Menino Jesus, pequeno e pobre na manjedoura, ensinai-nos que a verdadeira grandeza está na humildade. Dai-nos a graça de Vos imitar no cotidiano, vivendo uma vida cristã sem hesitações, feita de entrega, trabalho fiel e alegria. Que, deixando de pensar em nós mesmos, assumamos com amor a responsabilidade de servir os irmãos, encontrando no ordinário de cada diao caminho da santidade. Amém! Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.V./ O Verbo se fez carne.R./ E habitou entre nós. (Oração final para todos os dias, no fim do texto) Terceiro dia – Unidos à Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) Intenção: Pela unidade da Igreja Leitura Bíblica: Isaías 60, 1-2 “Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina.” Meditação “Ó troca maravilhosa! O criador do gênero humano encarnando-se, concede-nos a sua divindade. Por causa desta obra maravilhosa o Redentor veio ao mundo. Deus se tornou Filho do homem, para que os homens se tornassem filhos de Deus. Um de nós rompeu o laço da filiação divina, e um de nós devia reatar o laço, pagando pelo pecado. Nenhum da antiga e enferma raça podia fazê-lo. Devia ser um rebento novo, sadio e nobre. Tornou-se um de nós e, mais do que isto: unido conosco. O maravilhoso no gênero humano é que todos somos um” (Santa Teresa Benedita da Cruz). Oração:Senhor Jesus, Verbo eterno feito carne, no mistério do Natal realizais a troca admirável: assumis nossa humanidade para nos conceder a Vossa vida divina. Nascendo entre nós, unistes-Vos à nossa condição para restaurar o laço da filiação rompido pelo pecado e fazer de muitos um só corpo em Vós. Concedei-nos, Senhor, acolher profundamente este mistério, reconhecendo que, unidos a Vós, somos também chamados a viver unidos entre nós. Pela intercessão de Santa Teresa Benedita da Cruz, dai-nos a graça da unidade,para que, superando divisões e egoísmos, sejamos verdadeiramente um, filhos no Filho, para a glória do Pai. Amém! Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.V./ O Verbo se fez carne.R./ E habitou entre nós.(Oração final para todos os dias, no fim do texto) Quarto dia – Unidos a Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja Intenção: Para que amemos o Amor não amado Leitura Bíblica: Carta de São Paulo a Tito 2, 11 “A graça de Deus nosso Salvador apareceu a todos os homens e nos ensinou a viver no século presente com piedade aguardando a beatitude que esperamos, e a vinda da glória de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”. Meditação “Meu caro Redentor, sei que os anjos do céu vos acompanham nessa viagem; mas entre os habitantes da terra, quais são os que vos acompanham? Vejo convosco só José e Maria que vos leva em seu seio; ó meu Jesus, permiti que me una a eles para vos seguir. Ah! tenho sido bem ingrato para convosco! Vejo agora o mal que fiz: descestes do céu para me fazer companhia na terra, e eu tive tantas vezes a ingratidão de deixar-vos, ofendendo-vos. Ó meu divino Mestre, quando penso que

Nossa Senhora de Guadalupe

Salve Maria, irmãos! É com grande alegria que celebramos hoje o dia de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira de toda a América e em especial da América Latina.Vamos conhecer um pouco mais sobre esta devoção e como ela começou? Nossa Senhora fez uma aparição a um indígena chamado Juan Diego, em uma colina chamada Tepeyac, próxima à capital do México, em nove de dezembro de 1531, um sábado. Juan dirigia-se à cidade para aprender sobre a catequese e participar da Missa, quando, passando pela colina, percebe uma luz radiante e ouve alguém antando. Tal momento envolve todo o seu ser e então ele vê Nossa Senhora, em forma de menina. Esta aparição da Virgem Santíssima foi tão forte que Juan Diego não sabia sequer se estava vivo ou morto, se estava acordado ou sonhando, tamanho o êxtase deste encontro. Ele mesmo, segundo as tradições indígenas, se dizia incapaz de descrever o brilho, a glória e o resplendor da Santíssima Virgem que transbordava em tudo à sua volta e que cantava e, ao que lhe parecia, as montanhas respondiam ao seu canto. Nossa Senhora lhe aparece em forma ainda de menina, com Jesus em seu ventre, e mesmo com a aparência de menina, tendo Juan por volta de seus 60 anos, Ela o fala carinhosamente: “Escuta, meu filho menor, Juanito, onde você está indo?” (As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, site Pe. Paulo Ricardo) Ao que este lhe responde que estava a caminho da cidade do México indo atrás das coisas de Deus que os sacerdotes ensinam. Nossa Senhora se encanta com sua resposta e se identifica a ele, dizendo: “Sabe, e tem por certo meu filho, o mais pequeno, que eu sou a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive, o Criador das pessoas, o dono do que há ao redor e da imediação, o dono do céu e o dono da terra. Muito quero e desejo que aqui se levante a minha casinha sagrada.”(As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, site Pe. Paulo Ricardo) Nossa Senhora pede a Juan Diego que procure então o Bispo do local e peça a ele que seja construída em sua homenagem uma Igreja para que ela possa de lá, estar atenta aos clamores de seus filhos tão queridos. “Nela, eu mostrarei e darei aos povos todo o meu amor pessoal e o meu olhar compassivo, o meu auxílio e a minha salvação. Quero isto nestas terras e para a mais variada estirpe de homens, meus amadores (aqueles que me amam), aqueles que por mim clamam, aqueles que buscam a mim, confiam em mim, porque ali, nessa casinha sagrada, eu os escutarei, escutarei suas tristezas, para remediar e curar todos os seus diferentes sofrimentos, suas misérias, e suas dores. Para realizar o que pretendo com meu olhar compassivo e misericordioso, vá ao palácio do Bispo do México e pede-lhe que o faça um lugar em minha homenagem, diga a ele tudo o que viu e ouviu. Lhe ficarei muito agradecida e lhe recompensarei por tamanho esforço”. (As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, site Pe. Paulo Ricardo) Juan Diego obedece ao pedido feito por Nossa Senhora e vai imediatamente até o Bispo da cidade do México pertencente à ordem franciscana, Frei Juan Zumarraga, porém o seu pedido é negado. O bispo não acredita que a Virgem Maria possa ter aparecido para ele e Juan Diego volta então à colina a fim de ver Maria Santíssima novamente. Ao vê-La, em meio a desculpas, pede-lhe que procure outra pessoa melhor, pois ele era como um animal de carga que precisava ser levado pelo cabresto, e não conseguiria fazer o bispo acreditar em tal visão e pedido por parte da Mãe do Salvador. Nossa Senhora então lhe fala: “Escuta, menor dos meus filhos, tem por certo que não são poucos os meus mensageiros e meus servidores, a quem encarreguei de levar o meu alento e minha palavra, e fazem a minha vontade, mas eu quero você. Volte amanhã até ele”. (As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, site Pe. Paulo Ricardo) No domingo então, volta Juan Diego a ter com o bispo que novamente não lhe acredita e pede que sejam enviados sinais para que ele possa crer na aparição. Juan Diego volta a ter com Nossa Senhora e Ela lhe pede que ele volte no dia seguinte, ou seja, na segunda-feira, dia 11 de dezembro. Porém, neste dia, o tio de Juan Diego é acometido gravemente de uma doença e não tendo quem o cuidasse, Juan Diego é impedido de ir ao encontro de Nossa Senhora para levar ao bispo o sinal que ele havia pedido. A piora da saúde de seu tio no dia seguinte avança e então Juan Diego parte em busca de um sacerdote para que possa conferir ao seu tio o que pede a Santa Igreja em momentos de extrema doença. Novamente, Juan Diego “foge” do encontro com a Santíssima Virgem com a caridade de cuidar de seu tio e assisti-lo, e para evitar encontra-La, não passa pela colina Tepeyac pois este encontro poderia atrasá-lo de sua missão de ajudar seu tio enfermo. Em vão, Juan Diego foge do olhar misericordioso de Nossa Senhora, “aquela que perfeitamente em todas as partes está nos olhando” (As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, site Pe. Paulo Ricardo), e a Mãe tão Boníssima vai ao seu encontro no pé da colina quando este estava passando e lhe pergunta: “O que foi? Aonde vais o menor dos meus filhinhos?” Juan Diego envergonhado e assustado responde com uma intimidade simples: “Minha Jovenzinha, estás bem? Senhora minha, minha Menina, com pena, angustiarei o teu rosto e teu coração, eu quero que saibas, que está muito grave um servidor teu, meu tio, uma grande enfermidade o tomou e estou seguro que ele logo vai morrer e agora eu vou com pressa para tua casinha lá no México para chamar os amados de Nosso Senhor, nossos sacerdotes, para que possam confessá-lo

Cem anos da aparição de Pontevedra

Cem anos da aparição de Pontevedra Um pedido de amor e reparação Há cem anos, precisamente no dia 10 de dezembro de 1925, a Santíssima Virgem Maria, acompanhada do Menino Jesus, desceu do Céu para visitar a Irmã Lúcia, que então era noviça da Congregação das Irmãs Doroteias, em Pontevedra, na Espanha. Essa aparição da Virgem Maria insere-se no ciclo das Aparições de Fátima, pois constitui uma continuidade direta da mensagem dada na Cova da Iria. Em 13 de julho de 1917, ao confiar o Segredo aos três pastorinhos, Nossa Senhora anunciou que voltaria mais tarde para explicar como desejava que fosse praticada a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, em honra e reparação ao Seu Imaculado Coração. Oito anos depois, a Doce Mãe retorna para nos ensinar concretamente essa devoção e, unida ao Menino Jesus, deseja acender em nossos corações a compaixão pelas dores imensas que Lhe são causadas pelos pecados e pela indiferença dos homens. Narra a própria Irmã Lúcia: “Apareceu a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso numa nuvem, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-Lhe no ombro a mão, mostrou ao mesmo tempo um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos.” E o Menino Jesus disse: “Tem pena do Coração da tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar.” Em seguida, disse a Santíssima Virgem: “Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que, durante cinco meses, ao primeiro sábado, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem o Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze Mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.” (cf. Carta da Irmã Lúcia, escrita em Tuy, em 17 de dezembro de 1927, em Memórias da Irmã Lúcia, I, 14.ª ed., Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 192) Desde então, a Irmã Lúcia empenhou-se incansavelmente para que essa devoção fosse conhecida e praticada pelas almas. Não lhe faltaram resistências e dificuldades, mas o seu coração, firme e fiel à Santíssima Virgem, jamais esmoreceu. Passados cem anos desse acontecimento, contemplamos a devoção dos Cinco Primeiros Sábados difundida em diversas partes do mundo, especialmente por meio de movimentos, congregações e novas comunidades que se dedicam à sua propagação. Contudo, é preciso reconhecer com humildade que ainda falta muito, sobretudo se considerarmos quantos somos e quantas almas ainda não atendem a esse apelo do Céu. Neste Ano Jubilar, nossa comunidade iniciou um apostolado junto aos jovens e às famílias da Crisma, acompanhados por nossos irmãos na querida Paróquia Santa Luzia do Parque Alvorada. A iniciativa oferece, nos Primeiros Sábados do mês, às 8h da manhã, a oportunidade de rezarmos juntos o Santo Terço, seguido da celebração da Santa Missa, presidida pelos reverendíssimos Padres Márcio e João. Ao final da Eucaristia, aqueles que assim desejam podem receber o Sacramento da Reconciliação. Iniciativas semelhantes se repetem em diversas regiões do nosso país. Ainda assim, sentimos que é pouco diante da urgência do pedido de Nossa Senhora. Nossas igrejas deveriam transbordar de almas desejosas de consolar e reparar o Imaculado Coração de nossa Mãe Santíssima. Mas, enquanto isso não acontece de forma plena, façamos a nossa parte. Façamos eu e você. Sejamos fiéis a essa prática tão simples e, ao mesmo tempo, tão profunda. Certamente, a partir do nosso pequeno testemunho, muitos outros se sentirão impelidos e também assumirão essa humilde vivência de amor e reparação. Portanto, avante, irmãos queridos. Nossa Mãe, unida a Nosso Senhor, nos convoca à consolação. O que pedimos, o que suplicamos e o que esperamos é que triunfe o Imaculado Coração de Maria. Johnantan M. Neves, D.E.Fundador e moderador geral

Advento, tempo da paciente espera!

Amados irmãos e irmãs, que alegria tão imensa é poder chegar a você nesse tempo sagrado que estamos vivendo. Sim, você leu corretamente! Estamos num tempo sagrado, tempo em que nosso Deus está derramando graças abundantes, para que eu e você possamos nos preparar bem para vivermos o Santo Natal dentro de poucos dias e, sobretudo, para crescermos em nossa vida espiritual. Como você foi à Santa Missa neste último domingo, tenho certeza que percebeu que o ambiente litúrgico estava diferente do que se tem visto nos últimos domingos… O Altar estava coberto de uma toalha roxa, como também o sacerdote estava usando essa cor, houve a entrada de uma vela, não se cantou o tão amado Hino de louvor, entre outras “coisitas” mais.  E todas essas mudanças se deram pelo simples fato de termos iniciado um novo tempo litúrgico: o tempo do Advento. Para entendermos o Advento é preciso que antes entendamos o que é um tempo litúrgico na Igreja. Veja, na etimologia da palavra tempo chegamos ao grego em que a mesma se origina de duas palavras: khronos e kairós.  Khronos é o termo usado para falar de tempo matemático, se assim posso dizer, ou seja, daquilo que podemos calcular. Como os segundos, minutos, horas, dias e etc. Já Kairós tem um significado mais profundo, pois diz da “justa hora”, por exemplo, uma mulher está grávida e precisa esperar por nove meses naturalmente, para ter seu bebê, e quando sua bolsa estoura ou chega o dia da cesárea, acontece exatamente a “justa hora”, o tempo esperado, tempo da graça. E no ano litúrgico da Igreja, existem esses tempos fortes que é elevado por Nosso Senhor, para um tempo sagrado, um Kairós. Onde está sendo derramada uma graça especial, para a conversão das almas.  O Advento é um desses momentos sagrados do nosso ano litúrgico, pois, somos chamados a nos prepararmos para a celebração do Natal do Senhor, mas, sobretudo, para a Sua segunda e definitiva vinda, onde virá revestido de glória e poder.  Veja irmãos, é um tempo em que a Igreja nos convoca a termos um espírito de permanente vigilância e paciente espera, porque Ele virá para julgar os vivos e os mortos e ressuscitar a todos nós. Será um espetáculo fantástico, quando o Filho do Homem gloriosamente retornar! (Que o Bom Deus nos dê a graça de suspirarmos por esse santo dia!).  Desse modo, meus irmãos, é tempo de nos convertermos e verdadeiramente criarmos vergonha em nossa cara, desculpe o modo de falar. Mas urge a necessidade de nos santificarmos e termos um coração ansioso pela vinda de Jesus.  Que nesse Advento, possamos colher de coração contrito as ricas bênçãos que nos está derramando o Senhor, para que possamos aguardá-Lo e estejamos preparados para celebrar um dos maiores acontecimentos da história da salvação: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós!” (Jo 1, 14). Unamo-nos ao Coração Imaculado de Maria e aprendamos dela a sermos homens e mulheres vigilantes! Rezarei por ti e peço que não se esqueça de rezar por mim! Salve Maria, Johnantan Neves Fundador da Comunidade Católica Divino Esposo

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